
O
General Norton de Matos, ao chegar a Luanda para ocupar o mais Alto Cargo da então Colónia de Angola, teve conhecimento dessa ocorrência e, para marcar bem o domínio português na Província do Huambo, deu ordem aos Correios para devolverem, com a indicação de "destino desconhecido", toda a correspondência com a direcção "Pauling Town".Norton de Matos procurou, nos pobres mapas de então, qualquer coisa que lhe sugerisse um nome; só encontrou a referência a um pequeno Forte do Huambo (Cabral Moncada, criado por Portaria nº 431,de 20/09/1903), onde se tinham praticado feitos heróicos; este Forte situava-se próximo do km 365, do lado esquerdo da linha, a cerca de 2 quilómetros desta. Essa representação foi o bastante para lhe indicar a magnífica posição geográfica, política económica e militar do futuro Centro Ferroviário, a que deu o nome de Cidade do Huambo, por Diploma Legislativo de 8 de Agosto de 1912, que se viria a criar ao km 426. Logo a seguir à criação da cidade do Huambo, a Portaria Provincial 1086 de 21 de Agosto de 1912, proibiu a construção de casas de adobe, pau-a-pique ou outros materiais semelhantes na cidade de Huambo.
O CFB deu à estação da Caála o nome de Robert Williams, para prestar uma merecida homenagem ao Homem que concebeu e realizou todo o empreendimento que tornou possível a drenagem dos minérios do rico Catanga para o oceano Atlântico, o que só aconteceu depois de 1929, em data que não é possível precisar. O mesmo sucedeu com a estação de Calenguer, que passou a chamar-se Guerra Junqueiro por, do lado direito da linha férrea, existir um morro que parecia a estátua jacente desse poeta português.
O que posso dizer é que actualmente Huambo está em franco desenvolvimento afigurando-se como uma cidade com grande potencial no futuro. As estradas estão a ser recuperadas, os jardins começam a dar um ar da sua graça. Escolas e centros de saúde a serem erguidos. Nota-se ainda a falta de industria, melhor o investimento na industria, pois outrora Huambo era uma cidade com grandes industrias. É uma zona rica para a industria agro-pecuária. Será uma das áreas em que se deve apostar.
Uma das coisas que salta mais à vista é o estado dos edifícios, grande parte ainda marcados com sinais da guerra ou não fosse a cidade de Huambo vítima de grandes combates entre a UNITA e o MPLA. Aguarda-se reabilitação.
Cenas do próximo capitulo: Estrada para o N´Gove.



Nenhum comentário:
Postar um comentário